Lendo um texto do músico
português Tiago Bettencourt, que encontrei por acaso, onde este descreve e
canta exatamente o que sinto. O texto é sobre a esperança, e me chamou muito á
atenção pela maneira com que esta palavra foi colocada, me despertando vários questionamentos
a respeito. Sendo eles esta insatisfação com grande parte das coisas ao meu redor,
porém com uma imensa esperança de que eu e as coisas seremos melhores, mas
quando isso acontecerá? Se sou incapaz de tomar alguma atitude que mude essa inércia que vem se tornando a minha vida, e essa esperança de que no momento posterior conseguirei, ao invés de me impulsionar para frente me trás de volta ao que eu
não gostaria de ser. Ao apostar tanto no amanhã, vou deixando de aproveitar
melhor os breves momentos do agora, e isso é algo tão forte que me sinto
completamente dominada por essa “esperança”, que ao invés de me libertar acaba
por me deixar atada esperando o inesperado. A esperança que sentimos deveria
ser como "Uma esperança humilde de
quem é tudo o que consegue ser, sem arrependimento ou rancor. Deixemo-nos desta
esperança confortável, egoísta e preguiçosa. Esperança tem que ser o momento
exatamente antes da ação, esperança tem que me fazer dar o passo, o passo para
um vazio de luz, o passo fruto do investimento, da perseverança, de uma fé.
Para lá do cansaço o passo que tem que ser dado. O passo que se agradece de
joelhos por afinal nunca estarmos sós. Não têm que ser os outros, tem que ser
eu.".quarta-feira, 4 de setembro de 2013
Esperanças
Lendo um texto do músico
português Tiago Bettencourt, que encontrei por acaso, onde este descreve e
canta exatamente o que sinto. O texto é sobre a esperança, e me chamou muito á
atenção pela maneira com que esta palavra foi colocada, me despertando vários questionamentos
a respeito. Sendo eles esta insatisfação com grande parte das coisas ao meu redor,
porém com uma imensa esperança de que eu e as coisas seremos melhores, mas
quando isso acontecerá? Se sou incapaz de tomar alguma atitude que mude essa inércia que vem se tornando a minha vida, e essa esperança de que no momento posterior conseguirei, ao invés de me impulsionar para frente me trás de volta ao que eu
não gostaria de ser. Ao apostar tanto no amanhã, vou deixando de aproveitar
melhor os breves momentos do agora, e isso é algo tão forte que me sinto
completamente dominada por essa “esperança”, que ao invés de me libertar acaba
por me deixar atada esperando o inesperado. A esperança que sentimos deveria
ser como "Uma esperança humilde de
quem é tudo o que consegue ser, sem arrependimento ou rancor. Deixemo-nos desta
esperança confortável, egoísta e preguiçosa. Esperança tem que ser o momento
exatamente antes da ação, esperança tem que me fazer dar o passo, o passo para
um vazio de luz, o passo fruto do investimento, da perseverança, de uma fé.
Para lá do cansaço o passo que tem que ser dado. O passo que se agradece de
joelhos por afinal nunca estarmos sós. Não têm que ser os outros, tem que ser
eu.".
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